Representando 66,00% dos embarques nacionais, MT exportou 244,49 mil t, o maior volume já enviado em um mês de abril, e o segundo maior do ciclo comercial da safra 24/25.
No acumulado até o momento (ago/25 a abr/26), o volume escoado alcançou 1,63 mi de t, o maior da série histórica para o período, superando em 7,25% o antigo recorde, observado no ciclo 23/24.
Esse resultado mostra a mudança da dinâmica observada em anos anteriores, quando os embarques se concentravam no último semestre do ano. Com o recente crescimento expressivo da produção de algodão, juntamente com a maior competitividade e demanda global, o país agora é capaz de exportar maiores volumes na metade final do ciclo.
Por fim, restando três meses para o fim da temporada 24/25, a estimativa do Imea para o ciclo é de que sejam exportadas 2,00 mi de t de algodão, marcando um novo recorde nas exportações mato-grossenses.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: o preço Imea do algodão disponível em Mato Grosso apresentou variação positiva de 1,89% na semana, sendo precificado na média de R$ 128,95/@.
- AUMENTO: pautada pela valorização do algodão na bolsa de NY, a paridade de dez/26 registrou incremento de 2,70% em relação à semana passada.
- ALTA: o contrato de jul/26 na Ice NY registrou aumento de 3,62% no comparativo semanal, com a atenção voltada às condições climáticas em meio à semeadura do algodão nos EUA.
A comercialização do algodão manteve o ritmo aquecido durante o mês de abr/26 em MT.
A comercialização da safra 25/26 avançou 3,40 p.p. em abr/26, atingindo 68,89% da produção estimada, percentual que se encontra 3,01 p.p. acima da média dos últimos cinco anos. Assim, o ritmo das vendas observadas nos últimos meses compensou o início atrasado do ciclo, que chegou a ficar abaixo da mínima de cinco anos no final de 2025.
Para a safra 26/27, a comercialização alcançou 21,22% da produção projetada, com avanço mensal de 7,39 p.p., o maior desde o início das negociações, mantendo-se em linha com a média de cinco anos, apesar do início mais tardio em relação às safras anteriores. No geral, o movimento é reflexo da valorização dos preços do algodão no mercado internacional, especialmente na bolsa de NY, com os contratos nas maiores cotações dos últimos dois anos.
Por fim, essa tendência tem estimulado os cotonicultores a negociar maiores volumes, aproveitando o momento para aumentar sua receita.
Fonte: IMEA




