As práticas de manejo utilizadas ao longo do ciclo da cultura da soja irão refletir na produtividade final, por isso, adequarmos o manejo da melhor forma possível, testando novos manejos para o controle dos principais fatores que interferem na produtividade possuem grande relevância para que possamos produzir cada vez mais e com melhor eficiência.

Pensando nisso, na terceira temporada do Dicas Mais Soja, o pesquisador e fitopatologista Dr. Carlos Forcelini comentou sobre boas práticas de manejo na cultura da soja visando altas produtividades.

O pesquisador ressaltou que em relação à cultura da soja, com base nas experiências que estamos tendo na metade norte do estado do RS nas bases de pesquisas, pode-se observar que existem determinadas práticas que são muito importantes para a cultura, e uma delas é iniciarmos com as aplicações de fungicidas na fase vegetativa da soja.

Essa prática se justifica pelo controle das doenças iniciais como as manchas foliares, antracnose e oídio, que são doenças que já iniciam nesse período na cultura da soja.



Posteriormente, deve-se seguir com as aplicações em intervalos seguros, que podem variar um pouco dependendo de cada situação e local, de 14 dias ou talvez se prolongue um pouco mais, sendo essas as aplicações que visam o controle da ferrugem asiática da soja que é a doença de maior dano que ocorre na sequência do cultivo.

No estado do RS, o pesquisador destaca que a média nas últimas safras tem sido de 4 aplicações por safra, e nessas aplicações é recomendado a utilização dos reforços, seja de triazóis, multissítios ou então de morfolinas na reta final.

Um ponto diferente e importante que o pesquisador destaca que foi observado nos últimos anos foi a possibilidade de utilizar o fungicida juntamente com a aplicação de herbicida, muitas vezes quando a soja possui de 4 a 5 trifólios ou então 25 a 30 dias após a emergência. O estudo demonstrou que nas duas safras 17/18 e 18/19 foi verificado que o benefício mínimo foi de 3,5 sc/ha e em alguns casos foi superior a esse valor quando realizada essa prática de manejo.

Com isso, o pesquisador ressalta que essa seria uma estratégia para quem deseja experimentar, utilizando algumas ferramentas como traizóis ou estrobirulinas, que são compatíveis com os herbicidas, e utilizá-los já na fase inicial da cultura da soja, otimizando também o controle de manchas, oídios e dependendo da época também pode ter efeito benéfico no controle de ferrugem.

Para ouvir a conversa do pesquisador com o Mais Soja, assista o vídeo abaixo.

https://www.facebook.com/maissoja/videos/2434155286688672/?t=147



Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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