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Brasil tem poucos negócios com trigo em julho, pontas distantes e preços em queda de 13%

O mercado brasileiro de trigo teve um mês de julho de poucos negócios em meio a incertezas internacionais, à volatilidade nas variáveis formadoras de preços internos e à distância entre as pontas compradora e vendedora. Na média mensal, as cotações do grão caíram 13% no Brasil.

Negócios pontuais

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, nesta última semana do mês, apenas moinhos com necessidade imediata de aquisição estão no mercado. “Os demais colocam-se na defensiva acreditando em momentos mais oportunos para recompor os estoques. Essa postura do lado comprador está respaldada pela estimativa de uma safra recorde no Brasil, pela acomodação dos preços internacionais e pela recente queda do dólar em relação ao real”, disse.

Importação mais barata

A queda do dólar na semana contribuiu para baratear o custo de importação. No mês, a moeda também registra queda parcial, até o meio-dia desta sexta-feira. Bento observou que, com a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) até 31 de dezembro, o trigo dos Estados Unidos chega a preços mais competitivos no Brasil na comparação com o Argentino. Nas regiões Norte e Nordeste, o grão estadunidense deve seguir mais competitivo mesmo a partir de dezembro, quando o produto do nosso país vizinho ingressa no mercado brasileiro.

Nesta semana, o diretor regional da U.S Wheat Associates, Miguel Galdós, disse à Agência SAFRAS, que a entidade espera que o trigo dos EUA responda por 10% das importações brasileiras. Ele não deu um prazo para a meta. Neste ano, devem ser aproximadamente 500 mil toneladas, sendo que o Brasil deve importar 6,1 milhões de toneladas conforme SAFRAS & Mercado.

Plantio no Brasil

O plantio de trigo já está finalizado no Paraná desde o último dia 18, conforme a Secretaria de Agricultura do estado. No Rio Grande do Sul, a Emater/RS estimou, nesta quinta-feira (28), que os trabalhos chegavam a 93% da área, com avanço semanal pouco expressivo e atrasado em relação à média dos últimos cinco anos.

Em nível nacional, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura da safra 2022 atingiu 96,6% da área até 23 de julho. Na semana anterior, o plantio atingia 93,6%. Em igual período do ano passado, a semeadura atingia 98,7% da área.

Fonte: Agência SAFRAS

Equipe Mais Soja
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