Em vídeo divulgado no canal do Youtube Professores Alfredo & Leandro Albrecht, Juliano, aluno de doutorado da UFPR e um dos membros do grupo Supra Pesquisa mostra uma área de buva resistente ao 2,4-D no Paraguai.


Rápida necrose de 2,4-D em Buva


Juliano mostra no vídeo uma área localizada no departamento de Canindeyú, no Paraguai, onde houveram relatos da ocorrência da rápida necrose na buva, assim como já vem ocorrendo no Brasil. Esse sintoma é proveniente da resistência da buva ao herbicida 2,4-D.

O pesquisador ressalta que a epinastia, que é a curvatura das folhas para baixo, devido ao crescimento do lado superior do pecíolo (adaxial) mais rápido que seu lado inferior (abaxial) e a rápida necrose do tecido foliar são os dois principais efeitos observados no campo que evidenciam a resistência ao herbicida.

O sintoma da rápida necrose ocorre muito rapidamente, poucas horas após a aplicação já pode observar-se o sintoma no campo, destaca Juliano. Como esse efeito ocorre muito rapidamente, ocorre apenas a queima das folhas apicais da buva, e posteriormente essas plantas rebrotam, demonstrando-se resistentes.

Com a rápida necrose das buvas, após a aplicação do herbicida, a eficiência de controle é reduzida, acarretando em rebrote das plantas daninhas, aumentando a posterior competição com a cultura de interesse econômico, pois essa planta que sofreu estresse ao rebrotar retorna com ainda mais vigor e resistência.

Para o controle da buva em áreas como a que é mostrada no vídeo, Juliano destaca que são necessárias duas aplicações, pois somente uma não seria o suficiente, necessitando de uma segunda aplicação com um herbicida de contato.


Buva: um novo caso de resistência múltipla a herbicidas no Brasil


Confira o vídeo abaixo:


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Elaboração: Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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