Os Futuros de soja fecharam em alta de 9,50 centavos na maioria dos contratos. O contrato de setembro fechou a $ 876,25 (866,50), com máxima de $ 883,75 (879,75) e com mínima de $ 863,25 (863,50).

O farelo de soja de setembro fechou em alta de US$cent 5,8/tonelada para $ 299,2 (293,4). Mas, o óleo de soja recuou, desta vez 49 pontos, com o contrato de setembro fechando a $ 29,17 (29,66). A soja se recuperou parcialmente das perdas registradas no dia anterior.

Os futuros registraram avanços ao redor de US$ 1,0/t. Segundo os números oficiais, o clima estaria se fazendo sentir no saldo positivo dos EUA com um volume que cairia ao redor de 100 mil toneladas. De todas as formas, a perda de dinamismo na demanda da China gera preocupação.

Segundo as estimativas do USDA, as importações totais cairiam chinesas cairiam para 83,0 mil toneladas na temporada atual e para a safra nova se situariam em 85,0 mil tons.



Dólar fecha em queda de 0,42% para R$ 3,9669 após superar R$4, com alívio em tensão externa; volatilidade segue alta

O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, depois de superar os 4 reais mais cedo, com as operações domésticas captando o alívio externo depois de o adiamento de tarifas dos Estados Unidos contra produtos chineses sinalizar algum arrefecimento nas tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo. No mercado futuro, o ajuste de baixa no dólar veio acompanhado de forte volume de negócios.

Por volta de 17h20, cerca de 520 mil contratos para o dólar futuro de maior liquidez já haviam trocado de mãos, o que torna esta sessão a mais agitada desde 17 de maio (557.395 contratos). O dólar futuro cedia 0,51%, a 3,9715 reais.

As operações com derivativos na B3 se encerram às 18h (de Brasília). Já no mercado à vista, com negócios finalizados às 17h, o dólar caiu 0,42%, a 3,9669 reais na venda. Na máxima, alcançada por volta de 10h30, a cotação bateu 4,0133 reais.

Mas imediatamente o dólar virou e passou a cair, após notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou a imposição de tarifas sobre alguns produtos chineses, que inicialmente passariam a valer em setembro. “Acho que poderemos entrar numa trégua comercial a partir de agora”, disse a estrategista de câmbio do Banco Ourinvest, Fernanda Consorte. Segundo ela, o dólar pode voltar a operar entre 3,80 reais e 3,90 reais até o fim do ano.

“As mínimas do começo do ano foram movimentos de ‘lua de mel’. Acho que ainda não voltamos para lá”, completou. A mínima do dólar no ano foi atingida em 31 de janeiro, quando fechou em 3,6588 reais. Em 18 de julho, a cotação terminou em 3,7293 reais, mínima mais recente.

Pesquisa do BofA mostrou gestores levemente menos positivos com o real, com 66% trabalhando com uma cotação do dólar a 3,80 reais no final do ano, contra 84% na pesquisa anterior. E aumentou a parcela que vê a divisa entre 3,81 e 4 reais. Economistas de forma geral preveem taxa de câmbio de 3,80 ao fim deste ano, conforme a mais recente pesquisa Focus do Banco Central.

Apesar do alívio na taxa de câmbio nesta sessão, a volatilidade seguiu elevada. A taxa implícita para três meses ficou na casa de 12,5%, perto das máximas desde 10 de julho. Ou seja, o mercado ainda prevê intenso vaivém no câmbio no curto prazo. (Reuters, grifos nossos).

Fonte: T&F Agroeconômica


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