Após o estabelecimento inicial, as plantas de milho desenvolvem sua estrutura com folhas surgindo de cada nó de forma alternada. Cada folha sucessiva é projetada para fora pelo alongamento do caule e pela expansão da folha subsequente. A emissão de folhas é o principal parâmetro morfológico para caracterizar o desenvolvimento vegetativo, sendo quantificada por meio do filocrono (definido como o intervalo de tempo térmico necessário para o surgimento de duas folhas consecutivas no colmo).
A dinâmica da emissão de folhas através do filocrono é comumente representada através de relações lineares ou bilineares (Abendroth et al., 2011; Santos et al., 2022) A relação linear pressupõe uma taxa constante desde a emergência até o florescimento. Em contrapartida, a relação bilinear descreve uma mudança de ritmo duranto o ciclo: inicialmente, observa-se um filocrono maior, no início do desenvolvimento da cultura, atrelado a um aparecimento mais lento das folhas (fase I), seguidamente, os valores de filocrono decrescem (fase II), indicando uma aceleração na emissão das folhas (Figura 1).
Figura 1. Número total de folhas desde a emergência até a floração e os dois modelos de predição de emissão de folhas utilizados. As setas pontilhadas verticais e horizontais azuis (modelo bilinear) indicam o ponto de transição da fase I para a fase II (por exemplo, 9 folhas ou 600 °C dia).

Embora ambos os modelos sejam aplicados na caracterização do desenvolvimento vegetativo, a relação bilinear apresenta maior precisão estatística. Valores comuns de filocrono mencionados na literatura são de 52 ºC dia folha-1 na fase I e 36ºc dia folha-1 na fase II (Birch et al., 1998; Van Esbroeck et al., 2008; Santos et al., 2022).
Referências:
ABENDROTH, L. J. et al. Corn growth and development. Ames, Iowa: Iowa State University Extension, 2011. 49 p.
SANTOS, C. L. et al. Maize Leaf Appearance Rates: A Synthesis From the United States Corn Belt. Frontiers in Plant Science, v. 13, n. 872738, 2022. Disponível em: < https://www.frontiersin.org/journals/plant-science/articles/10.3389/fpls.2022.872738/full > , acesso: 06/04/2026
PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.





