No estádio inicial do desenvolvimento de uma cultura, as plantas apresentam maior vulnerabilidade ao ataque de pragas e doenças, podendo estas levar as plantas a morte e consequentemente reduzir o estande de plantas. Uma das principais formas de atenuar esses efeitos é através do tratamento de sementes, seja ele como inseticidas, fungicidas ou ambos.

Em vídeo o professor Marcelo Madalosso explica como funciona o tratamento de sementes e quais características podem estar ligadas ao efeito residual desse tratamento. Segundo Madalosso, o tratamento de sementes forma uma espécie de “raio de proteção” ao redor da sementes, promovendo proteção nos estádios de germinação e emergência das plântulas.

Figura 1. Representação esquemática do raio de proteção formado pelo tratamento de sementes ao redor da semente.

Fonte: Marcelo Gripa Madalosso – Madalosso Pesquisas.

Marcelo ainda destaca que o efeito residual do tratamento de sementes pode estar relacionado ao tipo de solo, teor de matéria orgânica e também ao volume pluviométrico após a semeadura (precipitações após a semeadura). Conforme abordado pelo professor, a chuva pode influenciar no efeito residual do tratamento de sementes, “por exemplo, chove mais, o residual é mais curto”, o mesmo vale para a comparação entre solos arenosos e solos “mais pesados” (argilosos), onde menores residuais são observados em solos mais arenosos.



O fato está relacionado ao volume de água infiltrado e a capacidade de infiltração de água no solo, sendo o tratamento de sementes mais dispersado em solos com maior infiltração de água. Contudo, Madalosso comenta que em condições de baixos volumes de chuva após a semeadura, a elevada persistência do efeito residual do tratamento de sementes pode causar certas fitotoxidades nas plantas que precisão transpor a camada tratada (raio de proteção) para o crescimento da radícula e com isso acabam de certa forma absorvendo partes dos produtos utilizados no tratamento de sementes, fato que pode causar danos à planta.

Mas se o tratamento de sementes serve para proteger a semente, o aumento da dose é benéfico?

Nem sempre, conforme apontado por Marcelo, o aumento do volume de produtos utilizados no tratamento de sementes pode agravar em alguns casos as fitotoxidades.

Madaloso destaca que “o Tratamento de sementes sempre vai ajudar, seja para evitar que você introduza fungos na área”, (fungos estes que podem estar presentes no tegumento das sementes) e também serve para evitar a infecção das plântulas com fungos presentes no solo.”

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Atualmente há disponibilidade de vários produtos para serem utilizados no tratamento de sementes, variando entre fungicidas, inseticidas e micronutrientes, entretanto um bom tratamento de sementes está diretamente relacionado com a qualidade de execução do processo, conferindo maior uniformidade ao tratamento.

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Segundo CUNHA et. al, (2015), o tratamento de sementes com os produtos testados mantém a qualidade fisiológica, genética e sanitária destas, apresentando efeitos benéficos em diversas fases do crescimento inicial e do desenvolvimento da cultura, sendo imprescindível nos cultivos agrícolas.

Confira abaixo o vídeo com as dicas do Professor Marcelo Madalosso.


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Referências:

CUNHA, R. P. et. al. DIFERENTES TRATAMENTOS DE SEMENTES SOBRE O DESENVOLVIMENTOD E PLANTAS DE SOJA. Ciência Rural, Santa Maria, 2015.

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