O mercado brasileiro de milho seguiu com a escalada nas cotações na última semana. Intensificou-se o quadro de aperto na oferta, com muita dificuldade dos compradores na obtenção de milho. Preocupações com o clima para o plantio do milho trouxeram ainda maior razão para os produtores segurarem o cereal.

O dólar em patamares elevados segue estimulando as exportações, fazendo com que os exportadores disputem com o consumo doméstico a oferta limitada de milho. Naturalmente, as cotações acabam reagindo nos portos e também no mercado interno, com o bom ritmo das exportações enxugando a oferta.

A falta de chuvas em regiões produtoras prejudica o plantio da safra de verão de milho, o que gera preocupação para os produtores. Como resultado, o produtor retrai-se ainda mais, segurando o milho e trazendo ainda mais sustentação para as cotações. Quem precisa de oferta do cereal, acaba tendo de pagar mais.

No balanço da semana, o preço do milho na base de compra no Porto de Santos subiu de R$ 69,00 para R$ 71,50 a saca, alta de 3,6%.

Já no mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Campinas/CIF subiu na base de venda na semana entre 08 e 15 de outubro de R$ 70,50 para R$ 74,00 a saca de 60 quilos, alta de 5,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 70,00 para R$ 72,00 a saca no comparativo, elevação de 2,9%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 66,00 para R$ 68,00 a saca, valorização de 3,0%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação permaneceu estável em R$ 60,00 a saca. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve estabilidade também, com cotação ficando em R$ 72,00 a saca.

Em Uberlândia, Minas Gerais, as cotações do milho avançaram na semana de R$ 65,00 para R$ 67,00 a saca, subida de 3,1%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado passou de R$ 62,00 para R$ 63,00 a saca, alta de 1,6%.

Exportações

As exportações de milho não /moído, exceto milho doce, do Brasil apresentaram receita de US$ 352,519 milhões em outubro (7 dias úteis), com média diária de US$ 50,36 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 2,056 milhão de toneladas, com média de 293,755 mil toneladas. O preço médio por tonelada ficou em US$ 171,40.

Na comparação com a média diária de outubro de 2019, houve alta de 11,49% no valor médio diário exportado, avanço de 7,29% na quantidade média diária de volume e ganho de 3,92% no preço médio Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Lessandro Carvalho - Agência SAFRAS

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