Nesta fase do desenvolvimento da cultura o potencial de grãos por fileira na espiga é definido e, consequentemente, o potencial do número final de grãos (a partir do número de óvulos). O potencial do tamanho das espigas começa a ser definido. O último ramo do pendão é visível no topo da planta. O estilo-estigma (“cabelos”) do milho pode ou não ter aparecido nesta fase. A planta apresenta-se próxima à sua altura máxima.


Veja também: Desenvolvimento da cultura do milho: décima oitava folha (V18) x manejo


Figura 1: Planta de milho em VT.

Fonte: IPNI.

O estádio VT inicia-se quando o último ramo do pendão está completamente visível e os estilos-estigmas ainda não emergiram (não são visíveis) (Figura 2). O estádio VT começa aproximadamente dois-três dias antes da emergência do cabelo, período durante o qual a planta de milho atingirá quase que sua altura total e começará a polinização.

A natureza do milho favorece a polinização cruzada; contudo, há alguma autofecundação. Cerca de 97% dos óvulos são polinizados por outras plantas (fecundação cruzada) e em apenas 3% ocorre a autofecundação.

Figura 2. Estádio VT: estilos-estigmas ainda não são visíveis.

Fonte: IPNI.

O período entre os estádios VT e R1 pode variar consideravelmente, dependendo do híbrido e das condições ambientais. Sob condições de campo, a polinização (também chamada de queda dos grãos de pólen) geralmente ocorre no fim da manhã e no começo da noite.

Figura 3. Estádio VT: crescimento e desenvolvimento do pendão.

Fonte: IPNI.

O grão de pólen é viável por até 24 horas a partir da sua liberação, quando as condições de temperatura e umidade relativa do ar são favoráveis. Apesar de sua dispersão durar até duas semanas, em média é de 5 a 8 dias, com um máximo no terceiro dia.



O grão de pólen pode ser levado pelo vento até uma distância de 500 metros sem perder a viabilidade. Uma planta libera, em média, 2 milhões a 5 milhões de grãos de pólen para fertilizar aproximadamente 1.000 óvulos por planta. Tempo seco nessa fase é prejudicial, porque o estilo-estigma seca rapidamente e pode não conter umidade suficiente para permitir a germinação do tubo polínico e/ou a fecundação.

Figura 4. Segmento do pendão durante a polinização.

Fonte: IPNI.

Práticas de manejo para VT

Entre os estádios VT e R1 a planta de milho é mais vulnerável aos danos causados por granizo do que em qualquer outro período, por que o pendão e todas as folhas estão completamente expostos. A remoção total das folhas pelo granizo neste estádio resultará em completa perda da produção de grãos.

O período da polinização se estenderá por uma a duas semanas. Durante este tempo, cada estilo-estigma deverá emergir para que a polinização e o desenvolvimento do grão ocorram. O crescimento e o desenvolvimento do pendão estão demonstrados nas figuras acima.

A demanda por nutrientes (K > N > P) e água (7,5 mm por dia) está próxima do seu máximo. O calor em excesso e a seca podem afetar o potencial do número de grãos.

É necessário o acompanhamento do ataque de pragas (por exemplo, pulgão do milho – Rhopalosiphum maidis, lagarta-rosca – Striacosta albicosta, lagarta da espiga – Helicoverpa zea, lagarta do cartucho – Spodoptera frugiperda) e doenças (por exemplo, cercosporiose – Cercospora zeaemaydis, ferrugem polissora – Puccinia polysora, helmintosporiose – Exserohilum turcicum). A perda de folhas pode afetar severamente a produção final.

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Fonte das informações: IPNI.

Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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