O mercado brasileiro de milho deve manter um ritmo de negócios bastante lento em meio ao declínio do dólar frente ao real, o que tende a pressionar as cotações tanto cenário doméstico quanto nos portos nesta quarta-feira. No cenário internacional a Bolsa de Chicago opera em queda, refletindo preocupações quanto à demanda.

Chicago 

A posição julho opera com baixa de 1,50 centavo, ou 0,46%, cotada a US$ 3,22 3/4 por bushel.

O cereal segue pressionado pela incerteza se a demanda será suficiente após a pandemia de coronavírus para absorver uma grande produção de milho prevista para os Estados Unidos. O plantio avançado e o quadro de lavouras em muito boas condições de desenvolvimento até agora sinalizam para uma ampla oferta em breve.

Ontem (2), os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 3,24 1/4, com alta de 1,00 centavo, ou 0,3%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio 

O dólar comercial registra baixa de 1,18% a R$ 5,149.

Indicadores financeiros 

  • As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, +0,07%. Tóquio, +2,87%.
  • As principais bolsas na Europa operam com ganhos. Paris, +1,79%; Frankfurt, +2,15%; Londres, +1,05%.
  • O petróleo opera com perdas. Julho do WTI em NY: US$ 36,66 o barril (-0,4%).
  • O Dollar Index registra baixa de 0,12%, a 97,56 pontos.

Mercado 

O mercado brasileiro de milho teve uma terça-feira de preços mais baixos. Os indicadores foram pressionados pela forte queda do dólar, fator que travou os negócios.

No Porto de Santos, o preço ficou em R$ 45,50 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço indicado de R$ 45,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 45,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 50,00 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 49,00/50,0 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 49,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 45,00/46,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 39,00 – R$ 40,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 35,00 a saca em Rondonópolis.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Arno Baasch - Agência SAFRAS

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