Confira o quanto o cultivo do cereal perderia sem o controle químico no País

O AgroSaber continua a série “E se…” que apresenta os cenários de um agro sem a aplicação de pesticidas sintéticos. A matéria anterior era da soja, agora, os impactos apresentado são no cultivo do milho. O estudo foi feito por uma equipe de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq) e que está ligada à Universidade de São Paulo (USP).

Os prejuízos são bilionários também com o milho. Isso porque, sem os defensivos químicos, o custo da produção aumentaria com um maior investimento do plantio de mais áreas e mais gastos com insumos, como água e mão-de-obra. As perdas geram inclusive efeitos no aumento do preço dos alimentos para os consumidores.

Para fazer esse estudo, o Cepea monitorou a evolução da ocorrência das principais pragas e doenças que atingiram as culturas de soja, milho e algodão nas safras 2014/2015, 2015/2016 e 2016/2017 e os respectivos impactos econômicos para produtores e para o País.

Acompanhe a linha de raciocínio do Cepea para a cadeia de produção do milho, desconsiderando a aplicação de inseticida para a lagarta Spodoptera, uma espécie de pode causar danos severos à plantação.

O ganha e perde

Se os produtores não utilizassem o inseticida:

😃 R$ 3,42 bilhões seriam economizados na compra dos produtos.

😡 40% seria a quebra da safra de milho.

Cenário 1

Nesse primeiro cenário, os produtores compensariam suas perdas de produtividade ampliando a área plantada. Desta forma, manteriam o total da produção, que seria obtido se tivesse ocorrido o controle das pragas e doenças. Com isto, o preço de mercado seria mantido e sem afetar o consumidor brasileiro.

Então, se compensar as perdas de 40% com o plantio em mais áreas:

😱 R$ 25,3 bilhões seriam gastos a mais com terra, mão-de-obra e capital privado (não inclui custos de abertura de novas áreas e infraestrutura produtiva e logística).

😱 2/5 da área produtiva seria aumentada no País.

Cenário 2

Nesse segundo cenário, o produtor não faria a compensação da área em razão das perdas de 40% da produção, causadas pelas pragas. Portanto, pela lei de oferta e demanda, logo os preços seriam ajustados no País, conforme as condições dos mercados interno e externo. Isso geraria impactos sobre o custo de vida dos brasileiros, assim como também sobre as receitas das exportações.

Então, se não houvesse compensação do plantio em mais áreas, o resultado seria de:

😧 13,6% de aumento no preço do milho no País.

🤯 32% de queda na receita bruta dos produtores, mesmo considerando o aumento dos preços.

Prejuízo ao produtor

😵 R$ 20,5 bilhões de prejuízo no cultivo do milho ao invés do prejuízo R$12,95 bilhões registrado na safra 2016/2017. Então isso complicou ainda mais a vida do produtor, que não estava mesmo fácil naquela safra.

Prejuízo ao Brasil

🤢 32% de queda no valor das exportações de milho.

😡 US$ 1,6 bilhão a menos em faturamento sobre as vendas internacionais do milho brasileiro.

😰 0,39 ponto percentual de aumento no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação no País.

😰 1,05 ponto percentual de aumento sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo sobre a cesta de alimentos (IPCA de alimentos).

😭 -0,82% seria o IPCA Alimentos ao invés de -1,87%.

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Fonte: Portal AgroSaber, onde a pior praga é a desinformação.

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