Soja

A principal cultura em representação econômica no Rio Grande do Sul alcançou 68% da área colhida no Estado, com 25% maduros e por colher e 7% em enchimento de grãos. A colheita da soja segue intensificada, alcançando aproximadamente 920 mil hectares na semana, sendo favorecida pelo clima seco na maior parte dos dias.

Em geral, embora tenha interrompido a colheita, a chuva favoreceu a cultura, tanto as lavouras tardias em enchimento de grãos, como as lavouras prontas que apresentavam baixa umidade no grão, causando perdas na colheita por quebra, debulha e menor peso do grão comercializado.

Nas regiões do Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea, a maior parte das lavouras foi colhida. Algumas delas apresentaram produções recordes, alcançando produtividades de até 90 sacas por hectare. Nas áreas de soja safrinha, intensifica-se a aplicação de fungicidas e inseticidas, pois é grande a pressão da ferrugem asiática no período.

Nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, houve menor avanço da colheita devido à finalização nas pequenas propriedades, tendo continuado nas maiores áreas até a ocorrência de chuvas. De segunda a quinta-feira, a colheita foi normal, com solo seco dando condições de agilidade na operação, mas com grãos muito secos.

O produto colhido apresentou elevada quantidade de grãos quebrados e aumentou o volume de impurezas (principalmente película do grão, grãos finamente quebrados e matérias estranhas), em decorrência da baixa umidade que aumenta as avarias no grão devidas aos impactos no momento de corte, trilha e separação.

Houve também aumento das perdas na colheita na plataforma de corte, principalmente nos horários mais quentes da tarde. No final da semana não houve colheita em função do retorno das chuvas. As produtividades alcançadas estão muito próximas das obtidas no ano anterior.

Nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões, a colheita atingiu 73% da área, avançando continuamente em função das condições climáticas. A produtividade está superando a expectativa inicial de 3.136 quilos por hectare, atingindo 3.268 quilos por hectare.



Nas lavouras de soja safrinha, o porte das plantas é menor do que o das lavouras plantadas no período recomendado, indicando menor potencial de produtividade, que não deve passar de 2.400 quilos por hectare. Observa-se a migração dos percevejos das áreas maduras para as áreas de safrinha, aumentando a incidência da praga.

Nos Campos de Cima da Serra, metade da área foi colhida, com produtividade média de 3.676 quilos por hectare. No Planalto Médio, a colheita chegou a 80% da área, com produtividade média de 3.800 quilos por hectare. No Alto Uruguai, 90% das áreas foram colhidas, restando apenas variedades tardias. A produtividade média é de 3.780 quilos por hectare.

Na região Central, metade da área foi colhida, com rendimentos acima de três mil quilos por hectare; lavouras tardias deverão apresentar uma produtividade menor, principalmente devido à incidência mais forte de ferrugem asiática.

Nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, a colheita de soja está sendo realizada, mas a maioria das lavouras ainda estão em fase de formação de vagens e enchimento de grãos. Cultivares precoces estão em fase final de colheita, com encurtamento do ciclo devido à falta de chuvas em algumas localidades.

As lavouras mais afetadas pelo déficit hídrico são as de cultivares de ciclo médio plantadas em novembro, pois estão em enchimento dos grãos. As áreas cultivadas após o Natal estão em fase de formação das vagens e podem recuperar o potencial produtivo com normalidade de chuvas.

Quanto aos aspectos fitossanitários, o manejo de lagartas foi simples ao longo da safra, sem registros de danos. As infestações de percevejos continuam significativas e são responsáveis pela escolha dos inseticidas na maioria das aplicações, ocorrendo a migração destes insetos das lavouras colhidas para aquelas em enchimento de grãos. Quanto à ocorrência de doenças, há incidência de mancha parda e crestamento foliar, sendo encontrados sintomas de ferrugem asiática em boa parte das lavouras.

Mercado (saca de 60 quilos)

O preço médio da soja no Rio Grande do Sul apresentou uma queda de -1,96% em relação à semana anterior, valor de R$ 69,93/sc., segundo levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar. Em Passo Fundo o preço foi de R$ 68,00/sc.; produto disponível em Cruz Alta R$ 73,00/sc.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Informativo Conjuntural - nº 1549
Autor: Emater/RS

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