Tendo em vista a grande variabilidade climática e ambiental presente no território brasileiro, o adequado posicionamento de cultivares de soja é de suma importância, para em conjunto com as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático, reduzir as perdas de produtividade.

Além das exigências climáticas e ambientais da cultivar, é necessário atentar para seu ciclo de desenvolvimento. Cabe destacar que além da somar térmica (acúmulo de graus dia), a cultura da soja é altamente responsiva ao fotoperíodo, e este, pode variar de acordo com a latitude.

Visando melhor clareza para determinação do período de desenvolvimento de cultivares de soja, adotou-se os Grupos de Maturação Relativa (GMRs). O GMR leva em consideração a latitude da região de cultivo e consequentemente fotoperíodo, o que permite melhor determinação do período de desenvolvimento da soja (Santos, 2021).

Conforme destacado por Silva (2020), ao todo, tem-se 13 GMRs, iniciando com o triplo zero (000) para as cultivares adaptadas a regiões onde os dias são longos e o verão é curto (como por exemplo o Canada e o norte dos Estados Unidos), até o GMR 10, adaptado para regiões tropicais, com dias curtos (12 horas de sol) e pouca variação do fotoperíodo ao longo do ano.


Veja mais: Soja – O que é GMR?


No Brasil, os GMRs estão distribuídos de acordo com a divisão do território nacional em cinco macrorregiões sojícolas (MRS) e 20 regiões edafoclimáticas (REC) distintas para pesquisa e indicação de cultivares. O objetivo é que os obtentores indiquem as respectivas cultivares segundo as macrorregiões e regiões edafoclimáticas (Embrapa Soja).

Figura 1. Grupos de maturidade predominantes em cada região com maior possibilidade de adaptação e as MRSs e RECs.

Fonte: Embrapa Soja (2019)

Com isso em vista, conhecer a macrorregião e região edafoclimática a qual sua lavoura pertence auxilia na escolha e posicionamento de cultivares com base no GMR. Confira abaixo a relação das regiões fisiográficas componentes das regiões edafoclimáticas de adaptação das cultivares de soja da região Centro-Sul.

Tabela 1. Relação das regiões fisiográficas componentes das regiões edafoclimáticas de adaptação das cultivares de soja da região Centro-Sul.

Fonte: KASTER, M.; FARIAS, J.R.B. (2012)

Referências:

EMBRAPA SOJA. CULTIVARES DE SOJA: CENTRO-SUL DO BRASIL E MACRORREGIÕES 1, 2 E 3 E REC 401. Embrapa Soja, 2019. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1116134/brs-cultivares-de-soja-centro-sul-do-brasil-macrorregioes-1-2-3-e-rec-401 >, acesso em: 13/01/2022.

KASTER, M. FARIAS, J. R. B. REGIONALIZAÇÃO DOS TESTES DE VALOR DE CULTIVO E USO E DA INDICAÇÃO DE CULTIVARES DE SOJA – TERCEIRA APROXIMAÇÃO. Embrapa Soja, Documentos, n. 330. 2012. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/54939/1/Doc-330-OL1.pdf >, acesso em: 13/01/2022.

SANTOS, M. S. O GRUPO DE MATURAÇÃO RELATIVA (GMR) AUXILIA NO POSICIONAMENTO DE CULTIVARES? Mais Soja, 2021. Disponível em: < https://maissoja.com.br/o-grupo-de-maturacao-relativa-gmr-auxilia-no-posicionamento-de-cultivares/ >, acesso em: 13/01/2022.

SILVA, M. R. SOJA: O QUE É GMR? Mais Soja, 2020. Disponível em: < https://maissoja.com.br/soja-o-que-e-gmr/ >, acesso em: 13/01/2022.

Acompanhe nosso site, siga nossas mídias sociais (Site, Facebook, Instagram, Linkedin, Canal no YouTube)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.