Em vídeo divulgado no canal do Youtube Professores Alfredo & Leandro Albrecht, Felipe Dazzi, integrante do grupo Supra Pesquisa da UFPR, explica as características principais dos herbicidas que atuam como Mimetizadores da Auxina.


Veja também: Herbicidas Mimetizadores de Auxinas (Grupo O)


O Supra Pesquisa vem elaborando uma série de episódios que explicam sobre os mecanismos de ação dos principais herbicidas utilizados atualmente para o controle de plantas daninhas nas lavouras. Os episódios estão sendo lançados sempre aos domingos, no canal do Youtube do Supra Pesquisa.

No décimo episódio da série, Felipe explica que esse mecanismo de ação também são conhecidos como auxínicos ou hormonais entre os produtores, e possuem em sua formulação uma auxina sintética, que na planta causa um desbalanço desse hormônio, responsável pelo crescimento apical, causando uma epinastia ou curvatura do ponteiro da planta, encarquilhamento das folhas e  engrossamento das gemas terminais.

Outros sintomas que podem ser observados são:

  • deformações nas nervuras e no limbo foliar;
  • paralisação do crescimento;
  • engrossamento de raízes;
  • tumores no caule devido a interrupção do floema;
  • morte da planta é lenta, podendo demorar de 3 a 5 semanas.

Como ocorre o controle das plantas daninhas?

  • Os herbicidas Mimetizadores de Auxinas afetam o crescimento das plantas como as auxinas naturais (AIA);
  • Induzem mudanças metabólicas e bioquímicas; sugere-se que estes herbicidas afetam o metabolismo de ácidos nucléicos e a plasticidade da parede celular;
  • Ocorre a indução de intensa proliferação celular, o que causa epinastia das folhas e caule, interrupção do floema, o que impede o transporte de fotoassimilados das folhas para a raiz;

Os herbicidas deste mecanismo de ação são divididos em 4 grupos químicos:

  • ácido benzóico: dicamba;
  • ácido piridinecarboxílicos: fluroxypyr, triclopyr e picloram;
  • ácido fenoxicarboxílicos: 2,4-D e MCPA;
  • ácido quinolinocarboxílico: quinclorac.

No Brasil, existem 3 relatos de resistência a este mecanismo de ação, relacionados à 3 espécies de plantas daninhas, que são elas:

  • Conyza sumatrensis;
  • Echinochloa crus-galli var. crus-galli;
  • Echinochloa crus-pavonis.

Confira o vídeo abaixo.


Inscreva-se agora no canal dos Professores Alfredo & Leandro Albrechtaqui.



Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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