O mercado brasileiro de soja deve ter uma quinta sem grandes novidades, com preços nominais e sob pressão e escassos negócios. A falta de oferta tira o dinamismo das negociações. A novidade hoje fica por conta do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado à tarde.

Os preços da soja reagiram em algumas regiões do país, principalmente para a safra nova, seguindo a valorização do dólar e de Chicago ontem. Mas poucos negócios foram realizados, devido à ausência de oferta.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00. Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 144,00. No porto de Rio Grande, o preço avançou de R$ 146,50 para R$ 147,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 147,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 151,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 145,00 para R$ 139,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 136,00 para R$ 137,00.

Conab 

A produção brasileira de soja deverá totalizar 134,451 milhões de toneladas na temporada 2020/21, com aumento de 7,71% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 124,845 milhões de toneladas. A projeção faz parte do terceiro levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento Conab).

Em novembro, a Conab indicava produção de 134,953 milhões de toneladas. A revisão para baixo entre uma estimativa e outra ficou em 0,4%.

Chicago 

Os contratos com vencimento em janeiro operam com alta de 0,9%, cotados a US$ 11,68 3/4 por bushel.

O mercado estende os ganhos da quarta-feira, com os investidores se posicionando frente ao relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deverá reduzir a sua estimativa para os estoques de soja americanos e globais para a temporada 2020/21. O relatório de dezembro será divulgado nesta quinta, às 14 horas (horário de Brasília).

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques dos EUA em 165 milhões de bushels. Em novembro, a previsão ficou em 190 milhões.

A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 85,5 milhões de toneladas, contra 86,5 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 95,3 milhões para 94,7 milhões de toneladas.

O USDA deverá indicar ainda uma safra brasileira em 2020/21 de 132,3 milhões de toneladas. Em novembro, o USDA indicou produção de 133 milhões de toneladas. A safra argentina também deverá ter sua estimativa cortada, passando de 51 milhões para 50,4 milhões de toneladas.

Prêmios 

O prêmio em Paranaguá para dezembro ficou em 250 a 350 pontos acima de Chicago. Para fevereiro, o prêmio é de 97 a 101 pontos acima.

Câmbio 

O dólar comercial registra desvalorização de 1,27% a R$ 5,108.

Indicadores financieros

  • As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. Xangai, +0,04%. Tóquio, -0,23%.
  • As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,42%; e Londres, +0,76%.
  • O petróleo opera com ganhos. Janeiro do WTI em NY: US$ 46,11 o barril (+1,29%).
  • O Dollar Index registra baixa de 0,05%, a 91,13 pontos.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Arno Baasch - Agência SAFRAS

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