O nitrogênio é o nutriente responsável pelo crescimento das plantas, para a produção de novas células e tecidos, promove a formação de clorofila, pigmento verde que captura a energia solar. A clorofila combina CO2 + H2O formando açúcares necessários para o crescimento e produção de grãos e frutos. A clorofila é composta de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e magnésio; destes, somente o nitrogênio e o magnésio são oriundos do solo.

O sistema de plantio direto (SPD) é um sistema de produção que abrange um complexo ordenado de práticas agrícolas inter-relacionadas, que incluem o não revolvimento do solo, a rotação de culturas, o uso de plantas de cobertura para formar e manter a palhada sobre o solo. Essa forma de manejo do solo promove modificações na ciclagem dos nutrientes, especialmente, o N que é um dos mais afetados, em decorrência da decomposição mais lenta dos resíduos vegetais deixados na superfície do solo, alterando os processos de imobilização, mineralização, lixiviação, volatilização e desnitrificação (Lara Cabezas et al., 2000). A maior perda de N no SPD pode ser compensada pela liberação lenta e gradual do N, ao longo dos anos, através da mineralização do material orgânico.

Os solos, em sua maioria, não fornecem adequadamente a quantidade de N necessária durante certas fases de desenvolvimento das plantas, em parte devido à elevada demanda e também às transformações bioquímicas que o N está sujeito no solo e que podem alterar significativamente a sua disponibilidade. Devido a isso, o fornecimento de nitrogênio é de suma importância para a garantia de uma produção satisfatória e o sistema de plantio direto pode ser um meio que venha a suplementar essa necessidade, por isso deve ser estudado e avaliado quais as espécies que melhor se enquadram no sistema, fornecendo de maneira satisfatória, fitomassa, acúmulo e liberação de nitrogênio ao solo para as culturas.

Em trabalho apresentado e publicado nos anais do XLVI Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola, sessão de Engenharia de Água e Solo (EAS), realizado em Maceió – AL, Brasil, no ano de 2017, os autores Beatriz Santana de Araújo, Leandro Pereira Pacheco, Andressa Selestina Dalla Côrt São Miguel, Ícaro Camargo de Carvalho e Bruna Encides e Souza avaliaram e quantificaram o acúmulo e liberação de nitrogênio ao solo para a cultura da soja semeada em sucessão por culturas de cobertura semeadas em safrinha na região de Rondonópolis-MT.

Os tratamentos utilizados pelos autores foram cinco:

  • Pousio Convencional (PC);
  • Urochloa ruziziensis (Brachiaria);
  • Pennisetum glaucum (Milheto);
  • Milho + ruziziensis;
  • Crotalaria spectabilis.

Para avaliação de acúmulo e liberação de N foram coletadas amostras de fitomassa aos 0, 15, 30, 60, 90 e 120 dias após a dessecação.

Os resultados obtidos pelos autores pedem ser observados na figura abaixo.

FIGURA 1. Liberação de nitrogênio por culturas de cobertura na safra 2015/2016 em solos do Cerrado.

O trabalho pode ser acessado nos Anais do XLVI Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola – Maceió – AL, 2017.



Em trabalho realizado por Favero et al. (200) em Sete Lagoas (MG), na Embrapa Milho e Sorgo onde foi avaliado o desempenho de espécies espontâneas e de cinco leguminosas utilizadas para adubação verde, quanto à produtividade de biomassa e acúmulo de nutrientes pela parte aérea das plantas, foi concluído que os sistemas em que a leguminosa introduzida foi o feijão-bravo do Ceará apresentaram maiores valores de produtividade de biomassa e acúmulo de nutrientes que os demais

Na tabela abaixo pode-se observar os resultados encontrados pelos autores.

TABELA 1. Produtividade de biomassa, carbono e nitrogênio acumulados pelas leguminosas e pelas espontâneas.

O trabalho completo pode ser acessado clicando aqui.



Elaboração: Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

 

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