“Uma boa lavoura começa por uma boa semente”, embora outros fatores possam estar envolvidos no sucesso produtivo de uma lavoura, é conhecido que sementes de elevada qualidade possuem maior potencial produtivo em comparação a sementes de baixa qualidade. Entretanto, a qualidade de sementes é uma variável complexa, sendo influenciada por diversos fatores. Em tese, a qualidade de sementes é definida por quatro pilares: Qualidade fisiológica, qualidade física, qualidade genética e qualidade sanitária.

Qualidade fisiológica

A qualidade fisiológica remete a atributos fisiológicos das sementes, principalmente germinação e vigor. Uma semente de boa qualidade fisiológica necessita apresentar bons níveis de germinação e vigor, refletindo no bom desenvolvimento inicial no campo, uniformidade do estande de plantas e velocidade de emergência entre outros.

Qualidade física

A qualidade física das sementes está relacionada a presença de matérias inertes e outros materiais nas sementes, bem como danos mecânicos. Os danos mecânicos podem ocasionar lesões externas e internas nas sementes, as quais podem comprometer a qualidade e viabilidade delas. Sementes de boa qualidade física devem apresentar ausência de materiais inertes e outros materiais, bem como de danos físicos. Em algumas situações, os danos físicos podem resultar na ruptura ou microfissuras do tegumento da soja, servindo como porta de entrada para patógenos e microrganismos que podem reduzir a qualidade das sementes.

Qualidade sanitária

Sementes de boa qualidade sanitária devem apresentar considerável nível de pureza, não contendo sementes de outros espécies, além de não apresentar patógenos, fungos e/ou doenças que possam comprometer a viabilidade das sementes ou prejudicar o desenvolvimento da cultura.

Qualidade genética

Não menos importante, a qualidade genética representa a pureza varietal e representatividade da cultivar a ser semeada. Sendo assim, sementes de boa qualidade genética devem apresentar as características desejadas oriundas do material de origem, além da ausência misturas varietais.



Esses são os quatro pilares que definem a qualidade de uma semente, sendo responsáveis entre outros fatores, pelo bom crescimento, desenvolvimento e produtividade da cultura. Ainda que seja possível produzir sementes “salvas”, cabe destacar que diferentemente das sementes certificadas, as sementes salvas normalmente não passam por um rigoroso programa de manejo e beneficiamento. Da mesma forma que uma à semente pode contribuir significativamente para a boa produtividade de uma lavoura, sementes de má qualidade podem ser uma das principais causas limitantes da produtividade.

Além de não apresentar garantia de representatividade do material genético, sementes de baixa qualidade podem ser fonte de inoculo de doenças até então não presentes na área de cultivo, prejudicando a qualidade sanitária da lavoura. Normalmente, sementes de baixa qualidade fisiológica resultam em emergência e desenvolvimento desuniforme da lavoura, refletindo em dificuldades de manejo e baixa produtividade.

Sendo assim, deve-se dar atenção da o uso de sementes de qualidade, as quais apresentem bons atributos fisiológicos, físicos, sanitários e genéticos. Embora não seja o foco de muitas lavouras, a aquisição e uso de sementes de qualidade é determinante para a obtenção de boas produtividades, podendo ser o divisor entre altas e baixas produtividades.

Referências:

FRANÇA-NETO, J. B. et al. TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa, Documentos, n. 380. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/151223/1/Documentos-380-OL1.pdf >, acesso em: 23/06/2022.

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