Insumo essencial à produtividade nas lavouras, o calcário está na base do sucesso do Brasil como destaque mundial na produção de grãos. É eficiência na correção de solos. É ingrediente fundamental para mais sacas na colheita e pasto mais volumoso. E é devido a essa importância que tem até uma data comemorativa própria no calendário anual: 24 de maio, Dia Nacional do Calcário Agrícola.

O processo de calagem é amplamente utilizado nos solos brasileiros, ácidos na maior porção de sua extensão. Cerca de dois terços da área cultivável do país necessitam desse processo de correção da acidez, que consiste na neutralização do alumínio do solo, proporcionando mais cálcio, magnésio, equilibrando o pH e aumentando a disponibilidade de nutrientes para as plantas.

A dose certa de calcário permite que plantas tenham ampliada a capacidade de absorver os nutrientes presentes no solo, essenciais ao vigor e produção. E assim, o insumo é indispensável para esse trabalho de “calibragem” do pH do solo, fornecimento de cálcio e magnésio, correção do alumínio tóxico, além de favorecer a maior disponibilidade do fósforo e dos demais nutrientes para as plantas, sejam elas pés de soja, de milho ou gramíneas, nas pastagens.

“Solos ácidos sem correção adequada podem comprometer o desenvolvimento das raízes, o que diminuirá a absorção de água e dos nutrientes e reduzirá a produtividade. Quando falamos sobre calagem e benefícios do uso do calcário agrícola, evidenciamos a ciência a favor do melhor cultivo, aliando ganho, eficiência e cuidado com o solo”, destaca Anderson Lange, Doutor em Energia Nuclear na Agricultura.

Produtividade de impacto

Professor titular da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) em Sinop, Lange liderou vários estudos científicos sobre superdoses de calcário em áreas da região. Os ensaios de manejo de correção do solo, com mais de mil parcelas amostradas, evidenciaram resultados científicos que chamam a atenção: já foram constatados ganhos em produtividade de até 20 sacas por hectare num intervalo de 4 anos, na comparação com áreas que receberam doses tradicionais de calcário.

Os maiores ganhos em produtividade passam pela dosagem assertiva, com prescrições customizadas, guiadas por análises de solos, e também pela granulometria e técnica de aplicação mais adequadas à propriedade e região, observa o especialista. “O profissional especializado é quem terá condições, junto ao produtor rural, de orientar a melhor estratégia de calagem. A agricultura de alta performance, com margens cada vez mais achatadas e riscos climáticos cada vez maiores, não permite amadorismos. Ciência agrega mais segurança à atividade”, assinala o doutor Anderson Lange.

Do campo à mesa

Por não apresentar em sua composição nenhum elemento nocivo à saúde e ao meio ambiente, o calcário é aliado da sustentabilidade, pois propicia o aumento da produtividade da lavoura e da pecuária, além de ser aceito em diferentes tipos de solo e perfis de atividades agropecuárias, como o cultivo de soja, milho, hortas, pecuária, piscicultura, ração e sal mineral, por exemplo. É também bastante requisitado nas atividades de piscicultura: o mineral é capaz de melhorar a oxigenação da água e, até mesmo, otimizar a produção de peixes.

Fonte: Assessoria de imprensa


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