Mesmo com a alta de 0,46% do dólar no Brasil, com Chicago fechando inalterado (vide abaixo) e a China fora de mercado, a exportação novamente não concorreu com os preços internos. O milho tem um leque muito variado de compradores, maior do que o da soja, mas a pequena recuperação do dólar nesta segunda-feira não fez voltar os valores nos níveis que os vendedores querem.

Com isto, os preços médios recuaram cerca de 0,19% na região de Campinas, principal referência do país, para R$ 35,98/saca, contra R$ 36,05/saca do dia útil anterior, aumentando as perdas de setembro para 0,96%.

O milho está caindo, mas, a médio e longo prazos existem, sim possibilidades de as cotações voltarem a subir, diante da situação das lavouras americanas e das exportações mundiais. O grande empecilho não são os EUA, mas a Ucrânia, que aumentou a sua exportação em 2,0 MT e tem fretes menores junto aos grandes compradores mundiais.

Os preços oferecidos pela exportação, para vendedores distantes 600 km do porto, caiu para R$ 28,75 (28,76 do dia anterior) para setembro, R$ 31,00 (31,02) para dezembro e R$ 32,46 (32,49) para março de 2020.

Já os milhos importados do Paraguai chegariam ao Oeste do Paraná ao redor de R$ 30,24 (R$ 30,10 anterior); ao Oeste de Santa Catarina ao redor de R$ 33,70 (33,55) e ao Extremo Oeste de SC ao redor de R$ 33,21 (33,05) /saca. O milho argentino a R$ 49,42 (49,46) e o americano a R$ 55,37 (55,26) no oeste de SC.

Com relação aos preços dos principais consumidores de milho, os preços do frango subiram 0,42%, como acumulado do mês ficando em 0,87%; os preços dos suínos permaneceram inalterados, com o acumulado do mês permanecendo em 0,24%. Por sua vez os preços dos
bovinos avançaram 0,16%, contra a queda de 0,73% do dia anterior, mantendo o acumulado do mês em -0,80%.



Fonte: T&F Agroeconômica

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