Conheça os mecanismos de ação dos herbicidas e continue acompanhando a série que vai falar de cada um deles!

Hoje vamos começar uma série de textos sobre os mecanismos de ação dos herbicidas.

Vamos entender sobre como são aplicados, para que culturas são recomendados, quais daninhas eles controlam.

Mas antes disso, vamos neste texto ver quais os mecanismos de ação disponíveis no Brasil.


Veja também: Herbicidas Inibidores da ACCase


Primeiramente vamos definir: mecanismo de ação de um herbicida é o local primário onde ele atua, diferentemente de modo de ação, que é a sequência de eventos que ocorre após este e contato e que leva a planta a morte.

Os herbicidas podem atuar em rotas metabólicas das plantas, inibindo proteínas presentes no cloroplasto, mas também podem atuar fora deles.

Abaixo vamos relacionar os herbicidas de acordo com o mecanismo de ação segundo o Guia de Herbicidas. 

Os mecanismos de ação dos herbicidas estão divididos na tabela abaixo, na qual você também pode observar exemplos de herbicidas pertencentes a estes mecanismos.

Mecanismo de ação Herbicidas
Inibidores da Acetil-Co A carboxilase (ACCase) – Grupo A cyhalofop, clethodim, clodinafop, fenoxaprop, fluazifop, haloxyfop, profoxydim, propaquizafop, quizalofop, sethoxydim, tepraloxydim
Inibidores da acetolactato sintase (ALS) – Grupo B  bispyribac, ciclossulfamurom, cloransulam, chlorimuron, diclosulam, ethoxysulfuron, flumetsulam, imazamox, imazapic, imazapyr, imazaquin, imazethapyr, iodosulfuron, metsulfuron, nicosulfuron, penoxylam, pyrazosulfuron, pyrithiobac, pyroxsulam, trifloxysulfuron
Inibidores do Fotossistema II – Grupo C ametryn, amicarbazone, atrazine, bentazon, diuron, hexazinone, ioxinila, linuron, metamitron, metribuzin, prometryn, proanil, tebuthiuron
Inibidores do Fotossistema I – Grupo D diquat, paraquat
Inibidores da protoporfirinogen oxidase (PROTOX) – Grupo E carfentrazone, flumiclorac, flumioxazin, fomesafen, lactofen, oxadiazon, oxyfluorfen, saflufenacil, sulfentrazone
Inibidores da biossíntese de carotenóides – Grupo F clomazone, isoxaflutole, mesotrione, tembotrione
Inibidores da 5-enolpiruvoilshiquimato 3-fosfato sintase (EPSPs) – Grupo G glyphosate
Inibidores da glutamina sintetase (GS) – Grupo H glufosinate
Inibidores da formação dos microtúbulos – Grupo K1 dicamba, pendimethalin, trifluralin
Inibidores da divisão celular – Grupo K3 s-metolachlor
Inibidores da biossíntese da celulose – Grupo L indaziflam
Mimetizadores da auxina – Grupo O 2,4-D, fluroxypyr, MCPA, picloram, quinclorac, triclopyr
Desconhecidos – Grupo Z MSMA

Na Figura abaixo você pode ver a classificação de acordo com a Tabela Periódica dos herbicidas feita pela Embrapa.

Você também pode verificar a classificação mundial, na qual incluem todos os herbicidas registrados no mundo!

Outro fator que vamos ver em cada texto sobre mecanismo de ação são os casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas. 

Na Figura abaixo você pode observar a evolução dos casos de resistência de acordo com cada mecanismo de ação. 

Como podemos ver os Inibidores da ALS são os que apresentam o maior número de casos.

Fonte: weedscience.

Conclusão

Temos vários mecanismos de ação e vários herbicidas. Por isso, é importante conhecer o espectro de ação de cada um deles e como agem na planta.

Nos próximos textos vamos ver com maior riqueza de detalhes cada um desse mecanismos.

Assim, você poderá compreender melhor e saber diferenciar cada um deles, além de ficar mais claro a rotação de produtos de acordo com o mecanismo de ação.



Gostou do texto? Tem mais dicas sobre mecanismo de ação de herbicidas? Deixe seu comentário abaixo!

Sobre a Autora: Ana Ligia Girardeli, Sou Engenheira Agrônoma formada na UFSCar. Mestra em Agricultura e Ambiente (UFSCar) e Doutora em Fitotecnia (USP/ESALQ). Atualmente, estou cursando MBA em Agronegócios.


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