O mercado brasileiro de milho registrou poucos negócios nesta semana. A lentidão dominou a maior parte das praças de comercialização, diante da chegada do período de festas e feriados de Natal e Ano Novo. Muitas empresas estão com atividades suspensas até 2021, com consumidores já tendo feito suas aquisições para o período.

Com a demanda mais discreta, houve alguma pressão nos preços do cereal e declínios em determinadas regiões do país. Mas, pode-se dizer que na maior parte dos casos as cotações seguiram sustentadas pela oferta restrita pelos vendedores. Ou seja, temos um movimento comprador mais lento, mas a disponibilidade de milho também é comedida.

No balanço da semana entre as quintas-feiras (10 e 17 de dezembro), o preço do milho na base de compra no Porto de Santos subiu de R$ 69,00 para R$ 71,00 a saca.

Já no mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Campinas/CIF subiu na base de venda no comparativo entre a quinta-feira (10 de dezembro) e a quinta-feira (17 de dezembro) de R$ 75,00 a saca para R$ 78,00, alta de 4,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal avançou no comparativo de R$ 72,00 para R$ 78,00 a saca, elevação de 8,3%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço avançou de R$ 71,00 para R$ 74,00 a saca, incremento de 4,2%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação seguiu estável em R$ 67,00 a saca no balanço semanal. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve baixa de R$ 85,00 para R$ 84,00, -1,2%.

Em Uberlândia, Minas Gerais, as cotações do milho subiram na semana de R$ 69,00 para R$ 73,00 a saca, aumento de 5,8%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado ficou estabilizado em R$ 70,00 a saca.

Exportações 

As exportações de milho não moído, exceto milho doce, do Brasil apresentaram receita de US$ 445,896 milhões em dezembro (9 dias úteis), com média diária de US$ 49,544 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,144 milhão de toneladas, com média de 251,554 mil toneladas. O preço médio por tonelada ficou em US$ 197,00.

Na comparação com a média diária de dezembro de 2019, houve alta de 43,56% no valor médio diário exportado, ganho de 26,84% na quantidade média diária de volume e ganho de 13,18% no preço médio Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras e Mercados
Autor: Lessandro Carvalho - Agência SAFRAS

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