Com um consumidor cada vez mais exigente, indústrias inovando e qualificando seus produtos e o triticultor buscando alternativas para ter mais rentabilidade no seu negócio, o mercado de trigos diferenciados se expande a cada safra. O trigo branqueador é um exemplo de como técnicas modernas de melhoramento genético evoluíram para atender a essas demandas e ainda ampliou a segurança para quem produz esse tipo de grão, através de uma maior resistência às doenças de difícil controle e aumento do potencial produtivo.

Kênia Meneguzzi, supervisora de qualidade industrial da Biotrigo Genética, explica que o consumidor deseja uma qualidade constante no produto final. “Exigem pães de forma mais macios e com miolo branquinho e o pão francês mais craquelado e com bom volume. Por isso, criou-se um nicho de mercado para o trigo branqueador”, destaca.

Uma cultivar com grande avanço genético que proporciona ao agricultor um novo patamar de segurança e rendimento e ainda atende ao mercado de panificação, é o TBIO Duque. O gerente comercial Regional Norte da Biotrigo, Bruno Alves, explica que a cultivar vai alavancar a produção desse tipo de trigo tão demandado no mercado. “TBIO Duque se diferencia pelo seu alto nível de resistência às principais doenças, como Manchas Foliares, Bacteriose, Brusone e germinação na espiga, facilitando a condução e reduzindo proporcionalmente os custos da lavoura.

São diversas cooperativas e cerealistas que já trabalham com cultivares de trigo branqueadoras, remunerando o cereal com um diferencial de preço no momento da comercialização ou mesmo aumentando a liquidez na hora da venda. “TBIO Duque faz parte do portfólio aberto da Biotrigo. Porém, sempre se sugere que seja direcionado a trabalhos de segregação em unidades de recebimento para que suas características sejam mantidas. É considerado um coringa na mão dos moinhos por melhorar a cor de mesclas do grão”, complementa Bruno.

Custo x benefício

As cultivares branqueadoras em geral apresentam alta suscetibilidade às principais doenças do trigo, tanto foliares quanto de espiga, o que onera o custo de produção porque torna necessário realizar mais aplicações de fungicidas, nem sempre eficazes, para o controlar as doenças, dependendo da favorabilidade para cada uma dela. “Pensando primeiro no produtor, é um material seguro no campo, pois o TBIO Duque tem melhor reação do portfólio TBIO à Brusone na folha e excelente nível de resistência na espiga. Quando falamos de resistência não significa que o material é imune, mas que possui uma resistência maior do que os outros materiais, proporcionando um melhor custo-benefício para o produtor”, complementa.

Trigo no Cerrado

Nos últimos anos novas regiões expandiram as áreas de produção e de abastecimento de trigo no Brasil. Do Sul, de onde se concentravam as maiores áreas de trigo, o cultivo agora vem ganhando espaço nas lavouras dos estados de Goiás, Distrito Federal, Bahia, Mato Grosso do Sul, São Paulo e, principalmente, Minas Gerais. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as lavouras mineiras, que na safra 2020 chegaram a 86,1 mil hectares, ficaram atrás somente do Paraná, que possui a maior extensão em lavouras, com 1 milhão de hectares, e do Rio Grande do Sul, que tem a segunda maior área, com 702,2 mil hectares.

Programa focado em três pilares

Bruno explica que para que o produtor ganhe confiança na cultura do trigo, sem dúvida é importante a atenção do melhoramento em três pilares: rendimento, qualidade e segurança. “Alto rendimento de grãos para que o produtor seja remunerado pelo investimento; qualidade para gerar liquidez à produção, satisfazendo a indústria e possibilitando o uso de trigo 100% nacional nos moinhos da região; e segurança no sentido de maior resistência à doenças e tolerância a fatores abióticos como a seca”.

Para chegar a esse produto final, são necessários pelo menos oito anos de pesquisa e testes. “Buscamos, através do melhoramento genético e dos testes de laboratório, de panificação nos moinhos parceiros e também na padaria experimental da Biotrigo atender essas demandas para trazer mais liquidez tanto para quem produz – agricultores, moinhos e indústrias, que precisam de rentabilidade e segurança em seus processos – como para o consumidor”.

Características da cultivar:

  • Classificação pão branqueador
  • Qualidade industrial aprovada pelos moinhos
  • Ciclo precoce
  • Filho de TBIO Duque
  • Direcionado a trabalhos de segregação em unidades de recebimento
  • Alto teto produtivo
  • Excelente sanidade nas folhas (Manchas, Ferrugem, Bacteriose e Brusone)
  • Ótimo nível de segurança na espiga (Brusone, Giberela e germinação)
  • Facilidade na condução da lavoura
  • Ampla área de adaptação

Benefícios

  • TBIO Duque chega para suprir a demanda de trigos com farinha branqueadora, trazendo um pacote agronômico inédito no mercado para este segmento;
  • Alto potencial de rendimento, superior aos seus principais concorrentes;
  • Ciclo precoce, similar ao TBIO Sintonia;
  • Alto nível de resistência nas folhas: apresenta excelente reação ao complexo de manchas e Brusone.
  • Alto nível de resistência na espiga: mantém o ótimo nível de segurança das cultivares TBIO, destacando-se ao enfrentar condições favoráveis à Brusone, Giberela e germinação na espiga.

Fonte: Disponível em Portal da Biotrigo Genética

Texto originalmente publicado em:
Biotrigo Genética
Autor: Biotrigo Genética

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