A pesquisa diária do Indicador Cepea registrou forte alta de 2,84% nos preços do RS, nesta segunda-feira, para a média de R$ 875,16, elevando os ganhos em setembro para 4,76%. Já o trigo do Paraná teve queda de 0,76%, para a média de R$ 872,11 (menor do que o RS), aumentando a queda de setembro para 1,16%.

No mercado físico, os preços subiram R$ 650,00 FOB para R$ 670,00 no RS para safra nova, com alguns interesses de compra (soubemos de 1.000 tons), e R$ 850,00 no PR, com alguns negócios reportados no norte do estado, onde a colheita está mais avançada e a qualidade está excelente. Os trigos do RS chegam ao PR ao redor de R$ 750,00 fazendo competição com os trigos locais.

Os preços de exportação para o trigo brasileiro situam-se ao redor de US$ 215,85 FOB estivado, para embarque em setembro, o que liquidaria algo ao redor de R$ 44,33/saca no interior, mas não há disponibilidade de produto para isto neste momento. Para dezembro, o preço (recua) para US$ 162,94, pressionado pela queda do trigo argentino, liquidando no interior R$ 31,56/saca, preço que não é competitivo, porque o mercado interno paga R$ 39,00/saca.

Com relação às importações, o trigo argentino com 11,5% chegaria aos moinhos do RS e do PR, por via marítima (portos de Rio Grande e Paranaguá), ao redor de R$ 1065,82 em setembro, R$ 896,41 em Novembro, R$ 873,33 em Dezembro, R$ 887,19 em Janeiro e R$ 911,43 em Março.



Por via fluvial (desembarcadouro em Foz do Iguaçú) chegariam aos moinhos do Oeste do PR ao redor de R$ 1090,41/tonelada. Para os moinhos de SP, o trigo argentino chegaria via marítima a R$ 1149,51/t, acima do trigo americano sem TEC, que chegaria a R$ 1116,13/t.
Para Salvador o trigo americano sem TEC chegaria a R$1054,18 e o argentino a R$ 1092,14 Em Fortaleza o trigo americano sem TEC chegaria a R$ 1187,89 e o trigo argentino a R$1100,38.

Fonte: T&F Agroeconômica

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