A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado reagiu à rejeição, por parte da Rússia, da retirada do bloqueio nos portos do Mar Negro. Segundo agências internacionais, a medida permitiria embarques de grãos pela Ucrânia, visando aliviar as preocupações quanto ao fornecimento global.

Conforme a Rússia, o movimento só seria aceito caso a OTAN retirasse todas as sanções econômicas impostas desde o início da guerra. Isso, por sua vez, é improvável, uma vez que as barreiras são a única resposta não-militar à invasão russa na Ucrânia.

De acordo com a Agência Reuters, o mercado busca suporte no clima adverso em importantes países produtores de trigo, como França e Estados Unidos. A queda do dólar frente a outras moedas, que aumenta a competitividade norte-americana no cenário exportador, e a boa alta do petróleo ajudam a acelerar os ganhos.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 309.501 toneladas na semana encerrada no dia 19 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 375 mil toneladas.

No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 11,90 por bushel, alta de 21,25 centavos de dólar, ou 1,81%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 11,97 1/2 por bushel, ganho de 23,00 centavos ou 1,95% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Gabriel Nascimento / Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Agência SAFRAS
Autor: Agência SAFRAS

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