Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, uma grande variedade de pragas pode incidir sobre a cultura, causando redução quantitativa e qualitativa da produção. Sendo assim, o controle dessas pragas é essencial na busca pela sustentabilidade e rentabilidade do cultivo.

Entretanto, um controle eficiente técnica e economicamente exige certos cuidados, tais como a identificação das espécies de praga e a definição do momento de controle com base no nível de ação para o controle de cada praga.

É importante destacar que a finalidade do cultivo, seja grãos ou semente também influência em práticas de controle como os níveis de ação e a tolerância de certas pragas. Além dos níveis de ação, é essencial atentar para o período preferencial do aparecimento de pragas no campo, dando atenção especial para o monitoramento das pragas com maior probabilidade de ocorrência.



  Figura 1. Níveis de ação no controle da lagarta da soja (Anticarsia gemmatallis) e percevejos e probabilidade de ocorrência das principais pragas da soja em relação à fenologia da cultura (Degrande & Vivan, 2012).

Fonte: Degrande & Vivan (2012)

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Visando um controle eficiente das pragas, além da identificação das espécies, é essencial o monitoramento das pragas, objetivando acompanhar o desenvolvimento populacional dos insetos, até atingidos os níveis de ação. Para isso, é preciso planejamento, fazendo com que o monitoramento possibilite a avaliação das espécies e densidades populacionais de praga, tornando-se uma ferramenta para a tomada de decisão.

Dentre as ferramentas disponíveis para o monitoramento de pragas, podemos destacar o uso de tabelas de amostragem (tabela 1), ou até mesmo a utilização de softwares que possibilitam a tabulação de dados e o planejamento frente ao controle de pragas.

Tabela 1. Tabela de amostragem de pragas para a cultura da soja.

Fonte: Degrande & Vivan (2012)

Ainda que exista a possibilidade de calendarizar a aplicação de inseticidas, o ideal é agir quando atingidos os níveis de ação. Dessa forma é possível melhorar a sustentabilidade e rentabilidade do cultivo, agindo quando necessário e evitando a utilização desnecessária de produtos. Para isso, deve-se investir em monitoramento das áreas de cultivo, utilizando técnicas apropriadas e que possibilitem o planejamento do controle de pregas.

Assim como para a melhor definição do momento de controle, o monitoramento com o emprego de ferramentas que possibilitem o registro de dados pode ser uma alternativa interessante para identificar as espécies mais frequentes em dada área de cultivo e possibilitar o uso de estratégias de controle que reduzam população futuras da praga.


Veja também: As 10 principais pragas da soja no Brasil


Referências:

DEGRANDE, P. E.; VIVAN, L. M. PRAGAS DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja e Milho 2011/2012, 2012. Disponível em: < http://www.fundacaoms.org.br:8080/base/www/fundacaoms.org.br/media/attachments/138/138/newarchive-138.pdf >, acesso em: 22/12/2020.

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