O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana atento aos ganhos na Bolsa de Mercadorias de Chicago, o que pode favorecer uma maior movimentação nos preços e nos negócios nos portos. A colheita da safrinha, por outro lado, avança, elevando a disponibilidade interna do cereal.

CHICAGO

Os contratos com entrega em setembro/19 operavam a US$ 4,51 3/4 por bushel, alta de 4,25 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,94%.

O mercado foi sustentado pelo clima úmido no cinturão produtor norte-americano, que atrasa o plantio e prejudica o potencial produtivo das lavouras plantas fora da janela ideal. Hoje, às 17 horas, saem os relatórios de plantio e condições das lavouras, que serão divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As informações partem de agências internacionais.

As atenções estão voltadas também para a retomada das negociações entre os Estados Unidos e a China, que deve ocorrer nesta semana na reunião do G-20.

Na sexta-feira (21), a posição setembro de 2019 fechou a US$ 4,47 1/3 por bushel, recuo de 7,25 centavos de dólar, ou 1,59%, em relação ao fechamento anterior.

INDICADORES FINANCEIROS

  • As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. Xangai, +0,21%; e Tóquio, +0,20%.
  • As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,15%; Frankfurt, -0,55% e Londres, +0,01%.
  • O petróleo opera em alta. Julho do WTI em NY: US$ 57,95 o barril (+0,90%).
  • O Dollar Index registra desvalorização de 0,18%, a 96,05 pontos.

MERCADO

O mercado brasileiro de milho apresentou poucos negócios nesta sexta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, além de toda a volatilidade apresentada na Bolsa de Chicago (CBOT) e no cenário cambial ao longo da semana, o feriado prolongado também contribuiu para a queda do ritmo dos negócios.

“A tendência de curto prazo segue correlacionada à paridade de exportação. Nesse sentido, acompanhar os eventos no Meio Oeste norte-americano segue primordial para a tomada de decisão de venda ou de compra”, apontou.

Fonte: Agência SAFRAS


Texto originalmente publicado em:
Safras&mercado
Autor: Agência SAFRAS

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