As lavouras no RS estão com bom desenvolvimento; os produtores dedicam-se às práticas de manejo. Até o momento, os reservatórios têm níveis adequados de água para as necessidades da cultura na maior parte das regiões, mas alguns produtores esperam o aumento das precipitações para manter os níveis de água na irrigação e o potencial produtivo. A cultura encontra-se nas seguintes fases: 15% em germinação/desenvolvimento vegetativo, 36% em floração, 36% em enchimento de grãos, 11% em maturação e 2% foram colhidos.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, 20% das lavouras de arroz estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 50% na fase de floração, 25% em enchimento de grãos e 5% em maturação. O clima no período favoreceu a cultura; a radiação solar intensa e as temperaturas favoráveis, associadas à disponibilidade de água de irrigação, mantêm o bom potencial produtivo das lavouras. Porém, os agricultores estão preocupados com a possibilidade de faltar água nas fases mais adiantadas da cultura, pois os cursos d’água continuam com baixa vazão e o nível de água dos reservatórios está diminuindo.

Na regional de Pelotas, 15% das lavouras de arroz encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 54% em floração, 28% em enchimento de grãos e 3% em maturação. A continuidade do tempo quente e a plena radiação solar na semana favoreceram o desenvolvimento da cultura. Os produtores realizam o manejo de água e a aplicação de adubação nitrogenada.

Das lavouras de Uruguaiana, na Fronteira Oeste do RS, regional de Bagé, a maior parte está em floração, enchimento de grãos e maturação, apresentando ótimo desenvolvimento; a produtividade média deverá ser maior do que a prevista inicialmente. Há diferenças entre lavouras, mas de maneira geral a condição delas é muito boa, situação associada à ocorrência de alta luminosidade, temperaturas elevadas e condições fitossanitárias satisfatórias, sem ocorrências significativas de ataques de pragas e doenças.

As pancadas de chuvas isoladas contribuíram para a reposição do volume de água nas barragens. Em Hulha Negra, na região da Campanha, as lavouras utilizam predominantemente a água de barragens, cujos níveis ainda estão satisfatórios. Não são relatados ataques de insetos e incidência de doenças, mas devido à ocorrência de chuvas regulares, devem ser realizadas aplicações de fungicidas em algumas lavouras.

Na de Santa Maria, 49% da cultura se encontra em desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 16% na fase de enchimento de grãos e 3% em maturação. Na próxima semana, deverão ser colhidas as primeiras lavouras na região. As chuvas de janeiro proporcionaram a recuperação dos mananciais para irrigação; porém, em função do atraso na irrigação, muitas lavouras apresentam incidência de invasoras. Devido ao excesso de precipitações no início do período em municípios como Cacequi, o atraso no plantio poderá diminuir a produtividade e a qualidade dos grãos a serem colhidos.

Na de Santa Rosa, foram colhidas as primeiras lavouras, e os produtores relatam satisfação com a produtividade obtida. A maior parte das lavouras está na fase de enchimento de grãos, e há disponibilidade de água em barragens e riachos para as necessidades da cultura neste momento. Os mananciais estão com cerca de 50% de sua capacidade. Os maiores produtores da região são Garruchos e Santo Antônio das Missões.

Na de Porto Alegre, 42% das lavouras de arroz estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 36% na fase de floração, 18% em enchimento de grãos e 4% em maturação. A cultura apresenta bom desenvolvimento, e os produtores realizam práticas de manejo da lavoura, como adubação em cobertura, controle da brusone, da mancha parda e do percevejo.

Aumentou a necessidade de bombeamento de água e há maior demanda de trabalho no manejo do controle da lâmina d’água. As chuvas ocorridas na encosta da Serra Geral do Litoral Norte contribuíram para empurrar a água salgada que adentrava o rio Mampituba; com isso, os arrozeiros da região de Torres voltaram a irrigar normalmente as lavouras de arroz.

Mercado (saca de 50 quilos)

No levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar, a cotação do arroz no RS alcançou preço médio de R$ 48,28/sc., aumento de 0,50% em relação à da semana anterior.

Na regional de Bagé, o preço variou entre R$ 45,00 e R$ 51,50; na de Soledade, entre R$ 46,50 e R$ 49,00; na de Pelotas, a variação continuou entre R$ 44,00 e R$ 52,52 e na região de Porto Alegre, de R$ 47,00 a R$ 55,50; em Santa Maria, entre R$ 46,50 e R$ 49,50. Na de Santa Rosa, o preço manteve-se em R$ 46,00/sc.

Fonte: Emater/RS

Texto originalmente publicado em:
Emater/RS
Autor: Informativo Conjuntural - nº 1593

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