O manejo de plantas daninhas tanto em soja como milho vem sendo alterado, principalmente devido às novas tecnologias existentes no mercado.

As plantas de soja voluntária, também conhecidas por “guaxa” ou “tiguera”, emergem nas lavouras de milho safrinha em áreas anteriormente cultivadas com soja no verão.

A soja voluntária é responsável por perdas de até 40% na produtividade do milho safrinha, quando tem-se 32 plantas/m², mas apenas 8 plantas/m² já causam uma redução de 14%.

Além das perdas na produção, a soja voluntária pode servir de hospedeira de doenças como oídio, mofo branco e a ferrugem Asiática.

Durante a colheita, é comum que ocorram algumas perdas, que por consequência acabam resultando nas plantas voluntárias de soja.

O controle das plantas voluntárias geralmente é realizado com o controle químico por meio de herbicidas, sendo o glyphosate o mais utilizado até a introdução dos eventos transgênicos com tolerância ao herbicida.

O glyphosate era o principal herbicida utilizado no manejo de soja e milho voluntários, mas com a introdução das plantas tolerantes a este herbicida, novos manejos precisam ser adotados.

Hoje temos vários eventos com tolerância à herbicidas como:

  • Soja Roundup Ready (glyphosate) e Cultivance (imazapic e imazapyr);

  • Milho Roundup Ready (glyphosate) e Libert Link (glufosinate);

  • Algodão Roundup Ready (glyphosate), Libert Link (glufosinate) e Glytol (glyphosate e glufosinate);

  • Soja STS (tolerante a sulfoniluréias), obtida pelo melhoramento genético convencional.
  • Além das tecnologias já existentes, ainda teremos:

    • Soja Enlist (2,4-D colina, glyphosate e glufosinate);
    • Soja Xtend (dicamba e glyphosate);
    • Milho Enlist (2,4-D colina, glyphosate, glufosinate e haloxyfop).

     Com a introdução de novas tecnologias de tolerância a herbicidas, há uma redução nas opções de produtos para controle de soja voluntária.

    Como controlar planta tiguera de soja no milho safrinha?

    Assim como no milho voluntário, o manejo mais eficiente é fazer uma colheita com qualidade, para reduzir as perdas e consequentemente a emergência de soja voluntária.

    Fonte: Copagril.

    Entretanto, sabemos como é difícil reduzir as perdas a zero, com isso alguns herbicidas podem ser utilizados para o manejo de soja voluntária.

    Estudos realizados por Dan et al. (2011), mostraram controle acima de 90% de plantas voluntárias de soja RR® quando utilizado atrazine (1.500 g i.a./ha), 2,4-D (1.340 g e.a./ha), paraquat + diuron (500 + 250 g i.a./ha) e diquat (200 g i.a./ha).O controle químico vai depender do estágio de desenvolvimento da soja voluntária e do momento em que ela está ocorrendo: se ela está presente dentro da cultura subsequente, anterior a essa ou em área de pousio após a colheita da soja. 

    Fonte: Adegas et al. (2009).

    Fonte: Adegas et al. (2009).

    Conclusão

    O manejo do sistema está cada vez mais complexo, é importante sabermos as tecnologias que estamos utilizando para fazermos o manejo correto.

    A melhor opção quando falamos em soja voluntária, é focar na realização de uma colheita eficiente.

    Mesmo assim, se houver perdas durante a colheita, a soja voluntária irá interferir na produtividade da soja, portanto o controle deve ser realizado.

    Vimos neste texto alguns dos herbicidas que podem ser utilizados no manejo da soja voluntária.

    Gostou do texto? Tem mais dicas sobre os herbicidas Inibidores da Biossíntese de Carotenóides? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

    Sobre a Autora: Ana Ligia Girardeli, Sou Engenheira Agrônoma formada na UFSCar. Mestra em Agricultura e Ambiente (UFSCar) e Doutora em Fitotecnia (USP/ESALQ). Atualmente, estou cursando MBA em Agronegócios.

Nenhum comentário

Deixar um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.