Os resultados da pesquisa comparativa de severidade de ferrugem-asiática em soja semeada em dezembro e fevereiro, em Mato Grosso, foi publicada pelo Centro Canadense de Pesquisa e Educação, no Jornal de Agricultura e Ciência (Vol. 12, No. 10; 2020 ISSN 1916-9752 E-ISSN 1916-9760). Desta vez, o estudo científico denominado de “Severidade da Ferrugem-asiática da Soja Semeada em Diferentes Épocas” é em relação à Safra 2019/2020.

Como conclusão, além da redução do número de pulverizações de fungicidas nos plantios de fevereiro se comparados com os atuais feitos no final de dezembro, a pesquisa demonstrou que os plantios de fevereiro apresentaram menor severidade da ferrugem asiática por Phakopsora pachyrhizi. Os pesquisadores relatam que “a seleção direcional é contínua na safra normal de soja (setembro a dezembro) em 10 milhões de hectares por meio do uso de fungicidas de sítios-específicos, em função do elevado número de pulverizações por safra, assim como devido às plantas invasoras de soja presentes em meio às lavouras de algodão, em 1.0 milhão de hectares, infectada por P. pachyrhizi. Que estes fatores são, certamente, o que podem estar contribuindo para a redução da sensibilidade do fungo a um maior grau do que os plantios de fevereiro. E que estas graves situações devem ser consideradas tanto pelo Serviço Estadual de Proteção de Plantas quanto pela pesquisa”.

E continua a conclusão destacando que os resultados da pesquisa indicam que o período de semeadura pode ser alterado do final de dezembro para fevereiro, mas sempre com o uso de fungicidas multissítios. “Essa mudança, de acordo com o princípio básico de controle de doenças, escape, implica uma redução significativa dos riscos, menos danos ambientais, e uma redução dos custos, e ainda está de acordo com os princípios da Instrução Normativa nº 002/2015, principalmente com a preservação do vazio sanitário da soja, evitando a pressão de seleção do fungo da ferrugem-asiática, devido ao grande número de pulverizações curativas, que ocorrem na semeadura de final de ano”, aponta o a conclusão.

Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), mais uma vez, a Comunidade Científica reconhece e ratifica o que o produtor rural já vinha constatando em campo. De acordo com a Aprosoja, diversas entidades de pesquisa, dentre elas, a Embrapa Soja, foram convidadas para acompanhar a pesquisa, mas se negaram. Além disso, a Embrapa Soja já havia sido provocada a realizar a pesquisa, mas desconsiderou a possibilidade estudo científico mesmo com financiamento da Aprosoja.

“Essa publicação valida a repetição, em seu segundo ano, da pesquisa comparativa para plantio de semente para uso próprio em dezembro e fevereiro, reconhecendo o mês de fevereiro como o melhor período, demonstrando menos risco ambiental e fitossanitário, e principalmente, respeitando o período do vazio sanitário da soja”, finaliza Aprosoja.

A Pesquisa – O estudo científico a campo, solicitado pela Aprosoja, foi conduzido pela Fundação de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Rio Verde e pelo Instituto Agris de Passo Fundo, por meio do professor Ph.D em fitopatologia, Erlei Melo Reis. Nesta segunda fase contou, também, com a participação do professor aposentado da Universidade Federal de Viçosa, Ph.D em fitopatologia, Laércio Zambolim.

Fonte: APROSOJA MT

Texto originalmente publicado em:
APROSOJA MT
Autor: APROSOJA MT

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