InícioDestaqueSojicultor aproveita janela e acelera negócios na 2a quinzena de maio

Sojicultor aproveita janela e acelera negócios na 2a quinzena de maio

O mercado brasileiro de soja teve dois comportamentos distintos no mês de maio. Após um começo lento e de queda nos preços, a comercialização ganhou corpo na segunda quinzena. Com Chicago, dólar e prêmios em elevação, o sojicultor aproveitou a janela e negociou bons volumes.

O balanço do mês foi positivo para os preços. Em termos de comercialização, SAFRAS & Mercado acredita que em torno de 5 milhões de toneladas trocaram de mãos nas duas últimas semanas.

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A saca de 60 quilos abriu o mês a R$ 72,50 em Passo Fundo (RS) e fechou o dia 30 a R$ 79,50. No mesmo período o preço passou de R$ 69,00 para R$ 77,00 em Cascavel (PR). No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 74,00 para R$ 83,50.

Em Dourados (MS), o preço subiu de R$ 67,50 para R$ 73,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação aumentou de R$ 66,50 para R$ 72,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 65,00 para R$ 72,00.

A melhora no ritmo dos negócios foi reflexo de uma combinação de fatores. Os contratos futuros reagiram na Bolsa de Chicago. O dólar operou boa parte do mês acima de R$ 4,00 e os prêmios de exportação saltaram para patamares de 100 pontos acima de Chicago.

Os contratos com vencimento em julho tiveram valorização de 4,01% em maio na Bolsa de Chicago. A posição pulou de US$ 8,54 para US$ 8,89 por bushel. O mercado iniciou o mês em retração, chegando a atingir a mínima de US$ 8,02 no fechamento do dia 13, durante o auge da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Posteriormente, o atraso no plantio dos Estados Unidos tomou o centro das atenções dos negociadores. Segundo dados do Departamento de Agricultura norte-americano, USDA, a área plantada até 26 de maio era de 29%, contra uma média para o período de 66%. A partir daí, os preços reagiram.

O desempenho do exterior e as incertezas no campo político e econômico no Brasil colocaram o dólar na casa de R$ 4,105 no dia 20. A partir daí, a moeda perdeu força, mas, mesmo assim, acumulou uma elevação de 1,43% no mês até o dia 30, encerrando a R$ 3,98.

Completando o cenário positivo, os prêmios de exportação se valorizaram no mês, apostando na maior demanda chinesa pelo produto brasileiro, por conta da batalha tarifária travada entre chineses e americanos.

Fonte: Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Equipe Mais Soja
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