O mercado brasileiro de arroz encerra a segunda semana de julho com preços praticamente estáveis. “Com a indústria retraída, os negócios são reduzidos”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Gabriel Viana. “As beneficiadoras bem estocadas aguardam que o preço caia mais”, explica.

A média da saca de 50 quilos de arroz em casca no Rio Grande do Sul, principal referência nacional, encerrou a quinta-feira (11) cotada a R$ 43,14, ante R$ 43,19 na semana anterior. Frente ao mês passado, a retração é de 3,14%. Frente ao mesmo período do ano passado, ainda há alta de 3,82%.

O décimo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra brasileira 2018/19 de arroz indica produção de 10,428 milhões de toneladas, o que representa um decréscimo de 13,6% sobre as 12,064 milhões de toneladas de 2017/18. No levantamento anterior, a estimativa era de 10,509 milhões de toneladas.

A área plantada com arroz na temporada 2018/19 foi estimada em 1,694 milhão de hectares, ante 1,972 milhão semeados na safra 2017/18. A produtividade das lavouras foi estimada em 6.156 quilos por hectare, superior em 0,6% aos 6.118 quilos por hectare na temporada passada.

O Rio Grande do Sul, principal Estado produtor, deve ter uma safra de 7,389 milhões de toneladas, equivalendo a um recuo de 12,7%. A área prevista é de 1,001 milhão de hectares, perda de 7,1% ante os 1,077 milhão de hectares de 2017/18, com rendimento esperado de 7.381 quilos por hectare, ante 7.851 quilos da anterior.

Em Santa Catarina, a produção deverá totalizar de 1,091 milhão de toneladas, ante 1,151 milhão na safra 2017/18. O estado é o segundo maior produtor do país. Para o Mato Grosso, a Conab está estimando uma safra de 371.2 mil toneladas, ante 490,2 mil toneladas calculadas para 2017/18.

Fonte: Agência SAFRAS

Texto originalmente publicado em:
Safras & Mercados
Autor: Rodrigo Ramos / Agência SAFRAS

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