A calda que preparamos para aplicação é composta pelo nosso ingrediente ativo, ou seja, o produto que vamos aplicar, e pelo agente que vai levar este produto até o alvo (planta ou solo), este agente geralmente é a água.

Primeiramente vamos entender o que são os termos calda e veículo.

Veículo é o material inerte em que foi inserido o princípio ativo do herbicida.

A calda é a mistura do herbicida (ingrediente ativo + veículo), com um diluente, que no geral é água, óleo ou algum fertilizante líquido.

A água é o diluente mais utilizado, pois é o mais barato e a na maior parte das vezes os herbicidas são diluídos em água.

Principais problemas do uso da água como diluente

Os dois principais problemas são: facilidade de evaporação da água e a tensão superficial.

Quanto mais achatada for a gota pulverizada, menor será a tensão superficial e, menor é o escorrimento.

Já vimos em alguns textos como reduzir essa tensão superficial da gota, fazendo com que ela fique em maior contato com a folha.

Entenda mais sobre como reduzir a tensão superficial da gota nestes dois textos sobre adjuvantes modificadores de calda e ativadores.

Já, a evaporação da água depende de alguns fatores como: temperatura, umidade relativa do ar, velocidade do vento, tamanho da gota e tempo que a gota fica do ar.

Fonte: Sabri.

O tempo de vida de uma gota pulverizada depende do seu tamanho e das condições ambientais.

Lembre-se sempre que para uma boa aplicação, é importante que as condições ambientais sejam de temperatura abaixo de 30°C, umidade relativa do ar acima de 55% e ventos entre 3,2 a 6,5 km/h.

Entenda mais sobre este assunto no texto: “Quais as condições ideais para aplicação de defensivos agrícolas?”

Gotas pequenas evaporam mais rápido, limitando o seu uso.

Para isso, é importante realizarmos uma boa cobertura do nosso alvo.

Observe pela figura abaixo o tamanho de gotas e a quantidade de gotas/cm² de acordo com o produto a ser pulverizado.

Fonte: Pasto extraordinário.

Lembrando que, gotas muito pequenas acabam evaporando antes de atingirem o alvo, e gotas grandes podem acabar escorrendo.

Fonte: O Agronômico.

Conclusão

No texto de hoje, vimos mais alguns importantes fatores que influenciam a aplicação dos produtos.

Podemos entender mais sobre como a água influencia na tecnologia de aplicação, pois ela é utilizada como veículo que leva o produto até nosso alvo.

Vimos também que, os dois principais problemas enfrentados são: a evaporação da água e a tensão superficial da gota pulverizada.

Referências utilizadas neste texto:

Aspectos da biologia e manejo das plantas daninhas / organizado por Patrícia Andrea Monquero – São Carlos: RiMa Editora, 2014.

Gostou do texto? Tem mais dicas sobre tecnologia de aplicação? Adoraria ver o seu comentário abaixo!

Sobre a Autora: Ana Ligia Girardeli, Sou Engenheira Agrônoma formada na UFSCar. Mestra em Agricultura e Ambiente (UFSCar) e Doutora em Fitotecnia (USP/ESALQ). Atualmente, estou cursando MBA em Agronegócios.

 

2 Comentários

  1. A perda média em preparo de calda chega a 40% no Brasil, infelizmente nenhuma propriedade tem o manejo correto em preparar as misturas, pré diluição em ph de eixo, a mistura entre ácido e alcalino e por aí vai.. parabéns Dra. Levantar o assunto .

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