Segundo os analistas da  T&F Agroeconômica, O que está acontecendo é o seguinte:

  1. Da parte dos trigos as altas de 5,54% do dólar, de 3,14% nas cotações de Chicago e 4,81% nos preços internacionais impulsionaram o aumento de 11,12% nos preços internos da matéria-prima;
  2. A Rússia, principal exportador mundial de trigo, está aumentando o seu imposto de exportação de €25 para €50/tonelada a partir de março, fazendo os preços da Austrália e, por consequência, da Argentina, subirem por aumento das respectivas demandas;
  3. No Brasil o agricultor, fortemente capitalizado pelas safras de soja, milho e do próprio trigo, está sentado em cima da sua produção e se recusa a fixar preço nos níveis atuais;
  4. Por outro lado, todos sabem que não haverá matéria-prima para todos e haverá necessidade de lançar mão dos trigos importados, cujos preços já ultrapassam R$ 1.600,00/t CIF moinhos, com perspectiva de chegar a R$ 1.700,00 a curto prazo.
  5. Com relação às farinhas, quando os preços baixaram de R$ 1.500,00 para R$ 1.320/1350/1380 alguns moinhos foram ao mercado, subiram pouco o seu custo médio e aproveitaram para conquistar novos clientes de quem não tinha mexido nos preços. Mas, esta é uma situação passageira e eles devem se arrepender de ter queimado gordura desnecessariamente;
  6. As perspectivas são de altas ainda maiores do que as que imaginávamos em dezembro. Os preços deverão chegar a R$ 1.700,00 antes de junho, talvez na segunda quinzena de abril. Lembramos na tabela abaixo o custo de carregamento da produção desde a última colheita em diante:


Fonte: T&F Agroeconômica

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