A radiação solar é um importante componente ambiental que, além de fornecer energia luminosa para a fotossíntese, também fornece sinais ambientais para uma gama de processos fisiológicos da soja. Nesse contexto, além da intensidade da radiação, a duração e a qualidade do espectro luminoso são determinantes de respostas morfológicas e fenotípicas marcantes em soja, tais como estatura da planta, indução ao florescimento e ontogenia (Thomas,1994).

Na Figura 8 é possível verificar o efeito de níveis de sombreamento no decréscimo do rendimento da soja (Wahua; Miller, 1978)

Por outro lado, dados experimentais de “enriquecimento” da radiação solar no início do florescimento da soja propiciaram aumentos de rendimento da ordem de até 250% (Mathew et al., 2000).

Tanto os resultados de sombreamento quanto os de enriquecimento ilustram muito bem a importância da radiação solar para o rendimento da soja. Sob radiação solar máxima, a soja produz rendimentos máximos desde que bem suprida de água (Liu et al., 2006). Entretanto, no caso de haver deficit hídrico, o rendimento poderá ser maior em ambiente com menor radiação solar.



Fonte: Retirado de Tecnologias de Produção de Soja, EMBRAPA, Junho 2020, Pag. 48 e 49

Autores: Claudine Dinali Santos Seixas, Norman Neumaier, Alvadi Antonio Balbinot Junior, Francisco Carlos Krzyzanowski, Regina Maria Villas Bôas de Campos Leite, Editores Técnicos
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Texto originalmente publicado em:
Tecnologias de Produção de Soja, EMBRAPA, Junho 2020
Autor: EMBRAPA

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