Em vídeo divulgado no canal no Youtube pelo pesquisador Marcelo Gripa Madalosso é abordado sobre o oídio em trigo e seu comportamento quando há estresse hídrico na lavoura.


Oídio em trigo: características gerais


No vídeo, o pesquisador comenta sobre um aspecto bastante importante que foi observado na safra de 2019 que foi a presença de oídio na cultura do trigo. É destacado que o oídio é uma doença onde o patógeno se adapta muito bem nas condições em que estamos passando, de estresse hídrico prolongado, principalmente porque esse patógeno gosta de baixas temperatura e baixa umidade, sobretudo porque o esporo desse fungo necessita dessas condições para germinar e se alastrar nos cultivos.

Em relação à epidemia da doença, Marcelo ressalta que em cultivares suscetíveis está praticamente impossível de se controlar o oídio, pois as condições estão muito favoráveis para o patógeno e o triangulo da doença está muito fechado, evidenciado que o oídio possui todas as condições necessárias para o seu desenvolvimento.

Já quando nos referimos às manchas, essas não estão conseguindo se desenvolver adequadamente pois necessitam de mais umidade para que o patógeno possa germinar. Dessa forma, o oídio se sobressai em relação às demais doenças e acaba tomando conta.

O pesquisador também chama a atenção para o adensamento de plantas, pois quanto maior for o adensamento, maiores serão as chances do oídio se desenvolver. Já, se as plantas estiverem bem distribuídas, as condições para a doença serão menores.

O mesmo ocorre em condições de estresse hídrico, onde na parte adensada as chances de sobrevivência do patógeno serão maiores. Isso se dá pelo fato de que esse fungo é biotrófico e não avança em tecido morto, apenas nas folhas verdes e em atividade, e em locais mais adensados, nas condições de estresse hídrico, a perda de água do solo é menor em relação às áreas menos adensadas onde a senescência das folhas do baixeiro é mais rápida, resultando em uma condição desfavorável ao patógeno.

Dessa forma, o pesquisador coloca que o baixeiro verde mantido por mais tempo acaba sendo mais favorável para a ocorrência de oídio, evidenciando que o estresse hídrico acaba reduzindo a ocorrência de oídio nas lavouras, principalmente em locais menos adensados.

Por fim, o pesquisador ressalta a importância da utilização de cultivares mais tolerantes à doença para a próxima safra, para que a doença não ocorra com tanta intensidade como ocorreu na safra de 2019.

Confira o vídeo abaixo.


Inscreva-se no canal do pesquisador Marcelo Gripa Madalosso Aqui



Elaboração: Engenheira Agrônoma Andréia Procedi – Equipe Mais Soja.

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